terça-feira, 29 de dezembro de 2009



Plantar um livro, ter uma árvore, escrever um filho.

Ok, ok! Eu sei que tá tudo embaralhado, mas na minha vida o que é que não está? Nessa época de planos para 2010 eis-me aqui, pra a MINHA retrospectica do que se acaba e perspectiva do que se inicia...

2009 foi um ano de ENORMES mudanças = FATO! Mas eu sinceramente acredito que foram mudanças pra melhor. Eu sou a mesma, mas completamente diferente. Transformada, acho que é essa a palavra certa. Eu me conheço infinitamente mais e melhor, mas ao mesmo tempo eu sei o quanto eu preciso me conhecer ainda. Eu fui motivo de orgulho pra uns, decepção pra outros, quando não orgulho e decepção pras mesmas pessoas, em periodos distintos. Mas eu não me arrependo. Arrependimento lembra impossibilidade, me transmite uma sensação de que se parou no tempo. Não gosto da palavra arrepender. Eu preferiria usar algo como "reconhecer" alguns erros cometidos e pisadas na bola. A estes, com quem eu realmente errei, as sinceras e devidas desculpas. Mas àqueles que se magoaram por descobrirem aquilo que eu realmente sou, sinto muito por vocês... não vou abandonar os meus sonhos, em detrimento dos seus! Nem Jesus agradou a todos, e eu nunca ousei pensar que eu conseguiria isso.

2009 foi um ano de reviravoltas, de abismos, de intensidades, de depressão camuflada, de mais uma vez redescoberta da vida, da felicidade em coisas ainda menores, de que eu SEMPRE me engando quando digo "NUNCA", e que EU PRECISO PARAR DE ACREDITAR TANTO NAS MINHAS PRIMEIRAS INPRESSÕES. Em 2009 eu ri muito, chorei muito, conheci pessoas novas (e maravilhosas), me afastei de algumas, criei laços, "arrochei nós", e principalmente: MUDEI A MINHA VIDA. E pode ter certeza: eu não me arrependo! Faria tudo de novo!

Que venha 2010, com todo gás! Que nele eu consiga construir minhas oportunidades, viver ainda mais, acreditar ainda mais, plantar a minha árvore (de sonhos), ter meu filho (o futuro), escrever o meu livro (da vida). Que em 2010 eu encontre o meu caminho, e nele consiga caminhar, sabendo fazer cada curva, passar por cada lombada, desviar de cada pedra, ter folego pra cada subida e freio em cada descida. Que no meu caminho, eu não siga "apenas em frente", mas que eu siga o meu caminho. Seja ele reto ou curvo, plano ou íngrime. Mas seja o MEU caminho!

E que venha uma nova Aryuska, daqui a pouco, na versão 2.0! ;)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009



Máscara: Faça com a sua, o que quiser!

Por que as pessoas não podem ser transparentes? Qual o problema que há nisso? Eu tenho que sofrer, mas manter no meu rosto uma máscara trazendo um falso sorriso que eu não me sinto a fim de dar?

Sinceramente, não me entra na cabeça, juro! Então eu tenho que estar feliz 24 horas por dia? Ninguém sente raiva, ninguém comete injustiça, o mundo é lindo e o universo cor de rosa?! Viva Santa Hipocrisia!

Eu não tô querendo justificar nenhum dos meus defeitos (embora eu tenha conhecimento da maioria deles, e saiba que na maioria das vezes eu sou superhiperultamegapower injusta com várias pessoas). Eu só tô tentando entender qual o problema com a transparencia... qual o problema em dar a cara a tapa? Eu tô virando, vá! Pode bater! Agora bata com gosto! De uma vez, pra arrancar tudo e começar de novo, do zero!

Eu não tô pedindo pena, não tô querendo compaixão, nada nesse sentido! Eu só queria o mínimo de compreensão, se você não consegue ser transparente, aprende a conviver com isso! O mundo é feito de pessoas completamente diferentes, e infelizmente (ou felizmente, ao meu ver) nem todo mundo é legal 24 horas por dia!

Se joga! Dá a cara a tapa e se deixa bater! Doi! E como doi. Mas eu prefiro SINCERAMENTE uma dor verdadeira, expressa, na hora, cuspida, escarrada e jogada pra fora. Mas resolvida! Antes ela, que essa dor infinita que vai matando aos poucos, consumindo menos de um milímetro a cada dia e corroendo por baixo dessa mascara que você insiste em usar.

Desculpe-me, mas eu prefiro ser dilacerada, exagerada, impulsiva, e talvez até repulsiva. Que viver, por tras de uma máscara de "boa-moça", cheia de mágoas, rancores e angustias.

Ps.: Ontem (26/12/09), eu li um trcho de um livro, que confirma o meu desabafo, aí vai ele:
"Felizes os que são transparentes, pois deles é o reino da saúde psíquica e da sabedoria. Infelizes os que escondem suas mazelas debaixo da cultura, dinheiro e prestígio social, pois deles é o reino da psiquiatria." (Augusto Cury - O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, p. 16)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

"É IMPOSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO"

Que a minha vida ultimamente me reserva no mínimo uma surpresa a cada dia, isso não é mais novidade. Mas ontem foi (mais) um "dia daqueles" cheio de reviravoltas, onde o que parecia estar totalmente planejado, foi "re-formulado", e o que parecia ser "apenas mais um" me transmitiu forças incríveis, sensações indescritíveis, e percepções maravilhosas.

Ontem uma frase já lida, e ouvida, foi "vista" por outros olhos. Parando pra pensar, foi a aplicação de um texto já publicado antes aqui, onde eu citava Heráclito "Uma pessoa não atravessa duas vezes o mesmo rio" (nem as pessoas nem os rios serão os mesmos).

A frase em questão era: "Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores." Isso me deu um ânimo tão forte. Num dia onde parece que tudo conspirava pra que eu não tivesse meu "momento em bando", quando eu finalmente consegui, fui também presenteada com essa frase! Era dela que eu precisava. Essa frase, me abriu os olhos pra como eu sou fraca, mas ao mesmo tempo, forte. (IICor 12,10b: "Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.")

Sim, é paradoxal, mas completamente "entendível". Por mais que o mundo ao meu redor, conspire pra que eu me sinta fraca, frágil, triste, culpada ou deprimida. Exite "um bando" que me quer forte, que precisa da minha força e que me ajuda a encontra-la. Que me mostra até mesmo sem perceber, num simples "bom dia" ou "boa tarde", num singelo sorriso, ou até mesmo num puxão de orelha na hora certa, o quanto vale a pena viver. O quanto os "pequenos" momentos podem ser grandiosos, e o quanto participar de um "bando" buscando a felicidade do outro, e não a minha, me traz felicidades infinitamente maiores do que quando eu procurava ser feliz sozinha.

Amigos e felicidade não se conseguem com fórmulas. Eles podem surgir de onde menos se procura, na hora que menos se acredita, e das coisas (e pessoas) que menos se espera. Minha vida, é uma prova VIVA disso! =D

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


Ser humano é bicho complicado!

Por que o ser humano insiste em descontar suas raivas, mágoas, angustias, frustrações, decepções... enfim e afins, nas pessoas mais próximas? E o pior de tudo, é que na maioria dos casos, as pessoas que são alvos dessa explosão de injustiças, normalmente são aquelas que mais amamos. Outro dia ouvi uma coisa interessante sobre isso: "Nós só soltamos nossas feras, em cima daqueles que amamos, e sabemos (ou achamos) que vão nos compreender e perdoar. Observe se você desconta sua raiva, quando você está 'naqueles dias', em cima daquela pessoa chata, que você não suporta?!"

Essa constatação pra mim faz muito sentido, mas por que acontece assim? Não seria bem mais fácil tentar resolver nossos problemas, com a causa deles, no lugar de sair por aí, distribuindo patadas pra quem não tem nada a ver com isso? Ok. Eu sou réu confesso. Eu já fiz MUITO isso na minha vida (e quem nunca o fez, que atire a primeira pedra). Eu sei que na hora a gente não pensa. É como se um "ser estranho" tomasse conta de nós, e nós não tivessemos o controle "daquilo" que sai por aí descontando no outro as suas dores.

Eu também sei a culpa que se sente, quando "cai a ficha" e você vê a MERDA que você fez. Só que nem sempre, se tem coragem e humildade suficiente pra pedir perdão e reconhecer a própria ignorancia. Se por acaso você "acertou" na pessoa que realmente te ama, e ela perdoou as insanidades cometidas... PARABÉNS! Mas muito cuidado... feito com frequência, até esses também podem cansar.

Mas como controlar o "incontrolável"? Como resistir a descontar no "primeiro que aparecer" tudo aquilo que ele NÃO te causou? NÃO SEI! Não desvendei esse misterio ainda, mas se tem uma coisa que eu me dei conta, foi que a partir do momento em que compartilhamos os nossos medos/raivas/mágoas, antes deles se tornarem "fantasmas" que ficam nos rondando e nos "desequilibrando", essas "crises de patadas" tendem a diminuir cada vez mais. Externe seu sentimentos, desejos, medos, vontades, dúvidas, raivas, angustias, problemas, desilusões... Livre-se de tudo, antes que se transformem em monstros, em fantasmas, que estão sempre atordoando sem mostrar nenhuma solução plausível, trazendo apenas mais problemas.

Enfrente as situações, não as pessoas!
(Fica a dica)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Duelo Interminável

Quando os pais percebem que os filhos cresceram? Ou melhor, eles percebem isso algum dia? Eu sei que se algum pai (ou mãe) ler isso daqui, vai me dizer que enquanto eu não tiver um filho, eu nunca vou conseguir compreender, OK! Mas e se eu nunca tiver um filho? Vai ser mais um incompreensivel mistério da minha mente? AH-HA!

Puts, eu entendo, JURO QUE ENTENDO o lado deles. Mas eles bem que poderiam tentar ACEITAR (não tô falando nem em entender) que SIM, os filhos crescem! SIM, eles tem que aprender a fazer as próprias escolhas. SIM, eles PRECISAM quebrar a cara, pra aprender a lidar com perdas e problemas. SIM, se eles realmente tiverem crescido, não há nada que eles façam, que impeça suas decisões.

A única coisa que se consegue com atitudes extremistas, é transformar o crescimento num processo doloroso. Os pais não podem retardar o crescimento dos filhos, por mais que tentem. Por mais que queiram. Por mais que consigam induzir ou manipular suficientemente para isso. Chega uma hora que se torna inevitável.

E também chegará uma hora, em que eles não estarão mais lá. E neste caso, será bem pior se seus filhos tiverem que aprender a crescer "na marra". Será que eles também nunca pensaram por este ângulo? Pais x Filhos. Acho que essa é uma das maiores e intermináveis inconcordâncias da humanidade. E sinceramente, acho que assim será, até o fim dos tempos.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009


Tchibum ou Tchibêi?!

-Oi, como você tá, tudo bem?
-Eu... eu simplesmente "tô".
-Hã? Como assim? O.o'
-Assim.. "tô". Tô com a sensação de que eu tinha uma bomba nas minhas mãos, querendo explodir, que a qualquer movimento em falso meu, ela destruiria tudo que me cerca. O que eu detesto, mas também levaria consigo muito do que eu amo. Mas aí de repente, é como se eu tivesse encontrado uma posição, uma maneira de carregar essa bomba, sem que ela explodisse - por hora - até que eu a levasse pra um "lugar" onde a sua explosão fosse menos catastrófica. Onde o seu impacto, diminuísse o número de "mortos e feridos". Por causa disso, eu acho que baixei a guarda um pouco, e fui pega de surpresa. Eu tava voltando a caminhar tranquila, quando veio um vento forte e me desequilibrou. Acho que dexei a bomba cair! E cá eu "tô". Tô tentando buscar forças dentro de mim, e onde eu encontrei a melhor maneira de carrega-la antes, mas acho que essa "queda" vai fazer ela estourar agora, quando eu achava que estava tudo sob controle. Por isso... eu tô. Tô com medo da zuada dessa bomba! Não sei se por aí vem um "tchibum", ou um "tchibêi". Ainda não deu pra contabilizar os mortos e feridos. Mas eu "tô". Tô querendo não me deixar abater junto com a bomba, por que se isso acontecer, não haverá quem trate as feridas que EU deixei que se abrissem. Mas ainda assim é uma bomba, e quem a carregava era eu, então mesmo sem que eu queira, vai ser muito dificil sair ilesa dessa. Mas eu "tô". Tô criando esperanças que eu esteja enganada, que a zuada que vai eclodir não será um tchibum. Eu "tô". Tô querendo, me apegando, acreditando... em mais um tchibêi!

terça-feira, 24 de novembro de 2009


Recomeçando tudo, de novo, novamente, outra vez.


A cada dia um recomeço. Pode ser clichê demais para uns, poético ou utópico demais para outros, mas atualmente, acho que parte da força que me faz levantar da cama diariamente vem daí! Da confiança, da crença, da certeza, de que não importa o que esteja acontecendo, qual o rumo que tudo tá tomando, mas que é possivel dar uma "paradinha" e RECOMEÇAR!
Quando eu falo em recomeçar, não estou querendo dizer no sentido de tentar corrigir os erros cometidos outrora, que agora tão repercutindo em nossas vidas. Eu falo em recomeçar, dando sequencia à antigos ou novos sonhos, independentemente do que aconteceu no passado. Se a escolha feita lá atras não foi correta. Beleza, mas ela já foi feita. Nada pode mudar isso. O que podemos, é na capacidade de recomeçar, tirarmos o melhor de nossos "erros", e construirmos um novo começo. Diferente daquele, ou semelhante. Mas recomeçando.
Heráclito (filósofo grego) dizia sabiamente que "Uma pessoa não atravessa duas vezes o mesmo rio" (O rio com sua fluidez, não será mais o mesmo. E a pessoa, ao meu ver devido à capacidade de recomeçar, também não é mais a mesma). Desde a primeira vez que ouvi essa frase (aula de literatura, durante o ensino médio), ela sempre me trouxe esperanças! Por mais que algumas pessoas insistam em viver em "seu mundinho particular", tentando não recomeçar, e permanecer na mesmice, o mundo "real" não pára! Ele recomeça!
Eu gosto disso. A capacidade de recomeçar me encanta! Eu sei que as vezes as pessoas não acreditam que conseguiremos, as pessoas não acreditam nem que elas mesmas podem conseguir... Mas precisamos ousar de vez em quando, e recomeçar diferente. Recomeçar, a mudar! Seja como, quando, ou aonde for! ;) E pra encerrar, CDA: Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que os outros me enxergam!

Ps.: Esse post ia acontecer ontem, mas por "ironia do destino", na hora que eu ia "publicar", ele foi "abduzido". Não sei ao certo. Talvez exista "alguém", querendo me testar. E não tem melhor maneira de recomeçar (ou provar que EU POSSO RECOMEÇAR) se não, reescrevendo o post sobre o recomeço! =D

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


Que relação é essa existente entre uma mulher e as vitrines?

É impossível! Tem que ter alguma substancia liberada no organismo feminino, enquanto se faz compras. É um prazer diferente, uma satisfação maravilhosa, um desejo incontrolavel de que o limite do cartão de créditos seja inexistente, ou a fatura nunca chegue na sua casa (principalmente não seja descoberta pelo pai/marido/irmão/namorado).

Só uma mulher é capaz de entender o por que de se gastar R$400,00 (ou mais) em um bem "não-durável" (vestido, sapato, óculos, blusa...) ser tão gratificante. É algo como um prêmio, uma conquista. Acho que a palavra certa seria um achado!

É como se aquele objeto bem alí na sua frente, que pra alguns é "mais um como qualquer outro", fosse a materialização dos seus sonhos esquecidos, ou desejos mais profundos. Como se tudo se encaixasse. Há harmonia em todos os detalhes. Cor, forma, estilo, tamanho. Tudo parece perfeito, feito pra você, ou melhor, em você!

Depois "d'AQUELE", todos os outros perdem a cor (por mais que seja "rosa chock"), possuem algum defeito enorme (mesmo que seja um traço feito de giz, do tamanho de uma formiga), ficam apertados demais, folgados demais, estranhos demais, bregas demais. Porque "AQUELE" já foi encontrado. Nenhum outro satisfaz. Nenhum outro substitui.

Sim, eu encontrei um "d'AQUELE's" hoje. Sim, eu estou deprimida por não tê-lo trazido pra casa!

Relacionado e muito melhor escrito: elaseeunomeio

sábado, 14 de novembro de 2009


Ah, o AMOR [II]!




"Há vários tipos de amor, e diversas formas de amar." Não sei bem quem disse isso, mas ainda ouso complementar mais... há diversos tempos de amar! E se duas pessoas se amam, em "tempos" diferentes, esse amor provavelmente desencadeará sentimentos nem um pouco "amáveis".


A primeira parte, é praticamente incontestável.Vejamos.. há amor de pai, amor de mãe, irmão, tio, primo, avó, amigo, sobrinho, namorado, cachorro, periquito, papagaio... é possivel amar intensamente, amar cautelosamente, expressivamente, verdadeiramente, sorrateiramente, cautelosamente, compulsivamente, autruistamente, desesperadamente. Assim destrinchamos a parte mais fácil, mas e quanto ao tempo de amar?


O amor em sua diversidade de tipos e formas tem a capacidade de evoluir (ou regredir, em alguns casos). Daí deriva o TEMPO DE AMAR. Um amor de avó ou tia, pode evoluir para um amor materno, assim como um amor de amigo, pode evoluir para um amor de irmão ou de namorado (e este último caso, admite um"virse-versa"). O amar verdadeiramente, pode regredir para cautelosamente, ou até compulsivamente. Tudo é possível em se tratando do amor.


Ele, na maioria das vezes, nos pega sorrateiramente, quando estamos mais despreocupados, dando-nos uma "rasteira" e nos fazendo bater de cara com aquilo que a gente menos espera (e/ou tanto nos amedronta)! Seja uma evoluçao ou regressão, o amor precisa acontecer de maneira sincronizada. Como num balé, onde a execução dos passos perfeitamente, garantem uma harmonia perfeita, numa relação amorosa, de qualquer tipo ou forma, é a sincronia de tempo, que garante tal feito.


Se eu sinto por alguem um amor de amigo, e ele sente por mim um amor de namorado, a nossa relação nunca será harmonica, independentemente da forma que escolhamos pra "expressar" a nossa relação. O mesmo se aplica à forma de amar. Se eu amo cautelosamente, e sou amada pela mesma pessoa compulsivamente, nossa relação contará sempre com um imparce. A falta de um, será excesso pra outro.


O mais chato disso tudo, é que não há nada que possamos fazer pra burlar esse tal de tempo, sem sentir na pele uma dorsinha sequer, seja lá qual for o caminho que escolhamos pra seguir. Se trilhar-mos o caminho da esperança em que tudo vai mudar, e esse tempo uma hora será sincronisado, haverá sempre um vazio em excesso, ou uma cobrança em excesso, que pode aos poucos matar um amor (embora isso não seja o que queremos). Se buscar-mos o caminho de que não se pode insistir em um "erro", as sequelas do primeiro impacto poderão ser bem maiores, mas um dia curam. E se curam! (Sem falar na possibilidade de o proprio tempo, concertar a confusão que ele mesmo criou.)


O que eu quero dizer com isso? Que por mais que "Ah, o AMOR" seja o carro chefe das nossas vidas e nossas ações, é o tempo que o guia! ;)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Verde, bem mais verde!!!

Por que todo ser humano tem a mania de achar a grama do vizinho sempre mais verde? Achamos que nossos problemas são maiores que os dos outros, que só nós passamos por dificuldades, que as dificuldades que os outros enfrentam são sempre menores que as nossas, que os momentos felizes dele são mais frequentes que os nossos, que ele tem mais motivos pra sorrir que nós...

Puts! Quem inventou isso hem? Cada um tem aquilo que merece! Problemas, todos tem! E SEMPRE vai existir quem tenha mais e maiores que os nossos, e quem tenha menos e bem menos relevantes também! Não são os nossos problemas que vão definir quem somos, o nível de felicidade que possuímos ou a nossa capacidade de vencer. O que determina tudo isso, é a capacidade de cada um de reagir e enfrentá-los!

Não vou, não quero, não gosto, e não tô aqui pra nenhum clichê de "olhe esse", "olhe aquele", se ele venceu você também pode! NÃO! Acredito que cada um sabe de si, e cada um tem que buscar em si, a solução pros seus problemas!

Você pode ter um problema parecido com o de alguém, mas a sua vida é diferente da dele. O seu pensamento é diferente do dele. As suas experiências são diferentes da dele. As suas escolhas foram diferentes. A sua família. Os seus amigos. A sua visão de mundo. O que você acredita. O que você sente. O que [ou quem, se preferir] você é!

Nenhum ser humano é igual ao outro, e é por isso que o mundo é tão interessante! Cada um, é uma espécie de soma das suas próprias experiências ["boas e más, bonitas e feias"], com a sua maneira encontrada de reagir a elas! É disso que somos feitos todos nós. De como enfrentamos, vemos, vivemos, interferimos, reagimos, modificamos, superamos, aproveitamos, aprendemos, erramos, perdoamos, recomeçamos, exploramos, usurfruímos, e também sentímos a nossa própria vida.

Os momentos ruins, existem em todas. Cada um a sua proporção. Cabe a nós aprendermos a superá-los, pois assim como a vida é feita por maus momentos, também é contruída pelos bons. E estes sim, devem ser o nosso referencial e a nossa meta, SEMPRE! Os bons momentos! E os da nossa vida, não da do vizinho!

Que sejamos cada dia mais, construtores da nossa própria vida, almejando os nossos bons momentos, superando os maus, mas sem esquecer jamais que embora a grama do vizinho pareça mais verde, eu só posso modificar aquilo que está dentro do meu terreno. Pois o meu acaba, onde o dele começa!

terça-feira, 13 de outubro de 2009


"A vida é um pé de manga"

Diante da profundidade dessa frase [que só quem conhece o complemento sabe a intensidade da mesma], começo hoje mais um dos meus ironicos posts. Acho que é essa mesma a palavra certa, ironia.

VIDA.
Uma palavra tão pequenininha, mas com um significado tão amplo.

Extremamente valorizado por alguns e desvalorizado por outros [tanto quando se trata da sua quanto da alheia], a vida pra mim tem um gostinho especial. Dou um super valor à minha sim, e seja lá o que você me ver fazendo, é com a intenção de aproveitar a mesma. Talvez a maneira que melhor me pareça para tal, não seja igual à sua. Mas é isso que a torna tão divertida. É por isso que CADA UM TEM A SUA VIDA, pra fazer dela o que melhor lhe convir [ou pelo menos era assim que deveria funcionar]!

Confesso que me incomoda o fato de algumas pessoas se preocuparem tanto com a minha vida, quando poderiam estar aproveitando mais as suas. Mas, uma vez que eu defendo tanto o "faça o que lhe der na telha, desde que tenha maturidade suficiente pra assumir as conseqüencias", devo tirar o meu chapéu para aquelas que querem perder a sua, tomando conta da minha.

Ok, amor. Quer tomar conta da minha vida, e deixar a sua passar? Sinta-se a vontade. Agora também aguenta tá. Depois não diz que eu não te avisei, não vem aqui me julgar, porque por mais que você tente monitorar a minha vida, além de perder a sua, eu nem sempre vou ser aquilo que você espera, e você nunca vai saber tudo sobre mim!

É disso que é feita a VIDA! SURPRESAS! É isso que faz dela tão espetacularmente divertida! O poder de surpreender, re-inventar, re-descobrir, re-viver! Por mais que a minha vida possa te parecer interessante, já parou pra pensar por que a sua não pode ser tão quanto ou mais? ;)

Pense nisso!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Tirando as teias por aqui, limpando a poeira por alí, e parafraseando uma frase lida no "objeto do meu retorno": I'm back!

Pois é, assim como em todas as outras vezes é preciso acontecer alguma coisa que me deixe intrigada pra que eu volte a dar as caras por aqui. Dessa vez não foi diferente. O "objeto do meu retorno" dessa vez é: "http://elaseeunomeio.blogspot.com/".

Quando fui apresentada ao blog acima, não sabia quem era o autor do mesmo [o que na realidade, é a coisa mais normal do mundo. Os poucos blogs que eu gosto, ou já gostei de ler, nunca sei a quem pertence]. Umas semanas depois, conversando com um amigo, ele recomendou o mesmo blog, dizendo que eu ia gostar. Brinquei com ele, dizendo que ele estava muito atrasado, pois uma amiga nossa em comum já nos tinha apresentado.

Depois de elogiar bastante, sobre diversos ângulos, ele me perguntou se eu sabia de quem era o blog. Responti que não, e ele então me contou. Surpresa número 1: como alguém que eu tive "antipatia a primeira vista" [pra quem ainda não sabia, quando eu quero, sei colocar várias atrises globais no chinelo!], podia me fazer tão bem de vez em quando? Surpresa número 2: Como alguém tão "urgh" pode escrever tão bem?

Enfim, depois "da descoberta", confesso que abandonei o "elaseeunomeio" por um tempo. Mas sabe-se lá por que motivo, hoje resolvi relê-lo. E mais uma vez, sabe-se lá por que motivo, Ele me lembrou do "ladoku", de como escrever também me alivia a alma e de como eu tava precisando de algo pra me distrair no dia e hoje.

Chamem do que quiser, Deus, destino, Alá, ou o que quer que seja. Mas "Ele", que vez por outra gosta de me pregar peças, hoje quis me mostrar [mais uma vez], que as minhas "primeiras impressões" quase sempre estão equivocadas. Quando eu li: "Meu Deus, segurem meus radicais livres que eu to ficando velho". Essa frase, depois da risada, é claro, me levou à uma viagem em minha memória, me lembrou de mim, das minhas amizades mais antigas, e da primeira impressão que eu tive sobre elas.

Não quero dizer que "elaseeunomeio" e eu seremos grandes amigos, até por que meu contato direto com ele é ZERO. Mas devo dar minha mão à palmatória. O "moço" do "elaseeunomeio" escreve muito bem, consegue me arrancar risadas, e até me lembrar de mim mesma em váááárias situações! Alguém capaz de me trazer sensações deste tipo, não pode ser de todo, tão "urgh" né?

sexta-feira, 1 de maio de 2009


O SENTIDO!

Acho incrível como os sentidos me facinam. Cada qual separadamente tem seu charme, diga-se de passagem encantador, mas são juntos que eles nos completam. [Embora diga-se que quando um deles é omitido, os outros ficam mais aguçados]

O paladar, capaz de nos transmitir prazeres algumas vezes indescritíveis é uma fonte de diversas sensações, entretanto as vezes nos mostra surpresas não muito agradáveis, mas pra quem as sabe apreciar, facinantes de qualquer forma.

O olfato, importantíssimo recuperador de memórias. Através da nossa "memória olfativa", as vezes podemos nos lembrar de coisas que jurávamos ter esquecido, ou simplesmente relembrar bons ou maus momentos de nossas vidas, e que jamais nos sairá da memória.

A audição é um privilégio para muitos, mas poucos sabem fazer uso dela. Ouvir é fácil, o dificil é escutar, entender, colocar-se no lugar de quem fala, e se necessário fazer-se de mudo, para maior exercicio do sentido, e por que não, maior qualidade do mesmo.

A visão! Para mim, esse é o segundo sentido mais facinante. Através do órgão responsável por ela, somos capazes de fazer verdadeiras leituras na alma de alguém, as vezes até sem que a pessoa perceba. Um olhar, pode ser capaz de iniciar ou acabar uma Guerra. Depende da situação, e da capacidade de interpretação de quem o faz, e quem o recebe.

O tato. Contato. Na maioria das vezes responsável pelos nossos choques mais visíveis [sejam eles bons ou ruins]. Apesar de, e ao mesmo tempo baseada nisso, considero-o o mais traiçoeiro. Nem sempre o que parece, é o que realmente é!

Embora muitos não acreditem em sua existencia, pra mim, o "sexto sentido" existe, e é o mais facinante de todos. Alguns dizem que apenas as mulheres os possuem, outros que isso não passa de uma mera invenção, outros já acreditam em premedição. Enfim, não sei ao certo, apenas acredito na sua existencia, e o adimiro mais do que a qualquer outro.

É facinante quando se "sente" isso ou aquilo, sem nenhuma explicação plausível, mas no "final", aquele seu "sentimento", foi totalmente certo e suas ações totalmente bem executadas. Isso me facina! Não sei explicar o por que, mas me facina. Principalmente, quando se "sente" alguma coisa, depois da ação de um dos outros 5 sentidos. Seja depois daquele gosto, daquele cheiro, daquele som, daquele olhar, ou daquela pegada. Apenas se "sente", e mais nada!